A Lei Maria da Penha completou 15 anos em vigor, no último dia 7 de agosto e sua criação significou um grande avanço nas políticas e práticas de proteção à mulher. Mais ainda temos muito o que avançar. O Brasil a ocupa o 5º lugar no ranking mundial de violência contra as mulheres, e esses dados se tornaram mais preocupantes durante a pandemia da covid-19. Em 2020, o número de feminicídios aumentou até 400% no país, segundo dados da Agência Senado.
O Anuário Brasileiro de Segurança Pública mostra que os assassinatos de mulheres registrados como feminicídio passaram de 929, em 2016, para 1.350, em 2020. Além disso, quase 15% dos homicídios de mulheres no ano passado praticados por parceiros ou ex-parceiros das vítimas não foram registrados como feminicídio.
Diante dessa realidade, depoimentos como a da cantora Pocah, que falou sobre as agressões que sofreu de um ex-companheiro enquanto estrava grávida, durante o programa Papo de Segunda, no canal GNT, causam impacto e são importantíssimos. Porque o agressor não escolhe status social, cor da pele, idade ou religião: pode acontecer com qualquer mulher. Como bem declarou a delegada….., ele pode ser o vizinho ‘homem de bem’ que te dá bom dia pela manhã.
Pocah declarou que viveu muitos anos com seu agressor. “Comecei a namorar muito nova. Esse relacionamento completamente conturbado, era infernal pra mim e pra quem estivesse ao meu redor”, lembrou, relatando que o abuso começou com gritos, tentativa de controlar suas roupas, afastá-la dos amigos… “Começa assim, e você tem que se atentar aos sinais. Isso são sinais. Relacionamento, muitas vezes você tem que ceder, mas quando infringe os seus direitos… É muito difícil falar disso. Você não tem que deixar de ser quem você é pra agradar outra pessoa”, disse.

