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Rio de Janeiro / Cotidiano

Por Claudia Mastrange

É muito amor envolvido quando o assunto é a relação pai e filho. No caso do ator e capoeirista Beto Simas, 59 anos, multiplicado por três. Isso sem falar nos netos, que elevam à potência máxima o sentimento  de carinho e cumplicidade em família, unida inclusive pelo esporte e pela arte. Ele diz que ser pai é um constante aprendizado. “É  ter a consciência de que você tem a responsabilidade de criar, conduzir um outro ser humano, que leva o seu sangue, a um lugar que ele possa vir a ser feliz fazendo o que ama.  Isso contribui  para uma vibração energética melhor para a família e consequentemente para o mundo”, diz.

O que de mais forte une Beto, Rodrigo (29); Felipe (28) e Bruno Gissoni (34)?  “Sem dúvida é o amor! O respeito, o aprendizado que temos uns com os outros”, conta ele, que é padrasto de Bruno, mas sequer se lembra disso, já que cria desde bem pequeno.  A paixão pela arte passou do pai para os filhos. “Acho que veio naturalmente. Na década de 90 eles eram pequenos e me viram atuar na televisão, no teatro e talvez tenham tido em seus subconscientes alguma lembrança que foi colocada para fora anos depois”, lembra.

Fera na capoeira, Beto, o Mestre Boneco, ganhou projeção internacional à frente do grupo Capoeira Brasil, que viajou pelo mundo e teve alunos como Jean Claude Van Damme, Elba Ramalho e Halle Berry. “Eles  sempre estiveram muito presentes comigo na capoeira, principalmente quando morávamos em Los Angeles. Treinavam diariamente e o Bruno e o Felipe ainda jogavam futebol”,  conta Beto, que adora a casa cheia e se diverte com os netos  Joaquim (7),  Maria (4)      e o Vicente (1), de Felipe, e Madalena (4),  filha de Bruno. “Sempre estivemos muito juntos, mas claro que com toda essa situação pandêmica, tivemos que nos precaver e tomar todos os cuidados necessários. Acho que é um momento de reflexão, de consciência de cuidarmos do próximo e principalmente de nosso planeta”, diz Beto.

Para ele o maior desafio da paternidade  é criar filhos saudáveis mental e fisicamente com bases familiares sólidas “Ao  mesmo tempo mantê-los com cabeças abertas para as mudanças que ocorrem a todo momento no mundo e também criá-los de modo que  façam sempre a escolha certa para vida deles”.

“Ser pai é meu melhor personagem”

Luka e a filha Valentina :carinho e respeito (Foto: Flávia Martins)

Para o ator Luka Ribeiro, que atualmente pode ser visto na reprise das novelas  Pega Pega, na Globo, e de Prova de Amor, na Record, ser pai de Valentina, de 13 anos, é sua grande  conquista. “Fazendo uma analogia à carreira, ser pai é o melhor e principal personagem  da minha vida”, conta, lembrando que quando rapazinho não se via nesse papel. Mas quando Valentina, fruto de seu casamento com Ane Andrade chegou, a vida mudou.

“É um amor incomensurável. A gente nem consegue explicar. É uma das maiores viagens que um ser humano pode ter.  Vamos aprendendo ao longo dos anos, crescendo junto. Porque o modo como aprendemos lá atrás e o mundo já mudaram muito. O que procuro manter  é ensinar  os valores, a compaixão, a ser uma pessoa do bem. Procuro passar para ela os  ensinamentos que recebi dos meus pais. De ser digno e honesto, uma pessoa com caráter”.

E ser pai de uma pré-adolescente é um capítulo à parte.  Para o ator, de 50 anos, há uma ruptura muito grande, já que aquela bebê fofa ou menininha está ficando para trás. “Você olha e vê uma quase adulta na sua casa … Tudo vai se modificando, a maneira de  abordar os assuntos, dar espaço para que ela se expresse e você entenda o que está sendo dito. É um momento conturbado, hormônios explodindo, querer ter uma personalidade cada vez mais definida, buscar seu lugar no mundo…”, conta ele que procura ser um pai presente, amigo, mas impondo limites . “Isso é importante nessa fase da vida. Mas temos uma relação muito boa, de muito amor, carinho e respeito”.

Com a pandemia, a família ficou mais unida, mas também há desafios. “O estudo online mexeu muito com essa geração, a motivação se perde um pouco, há o afastamento dos amigos. Nós adultos temos também nossas inseguranças e precisamos passar firmeza, fortaleza. Mas estar com minha filha tornou mais alegre e menos dolorida a passagem por esses momentos. Com fé estamos aos poucos superando esse momento tão terrível da humanidade. Divido minha vida em AP, de antes de ser pai e DP, depois de ser pai (risos). É incrível, me sinto muito feliz e realizado tendo a Valentina como filha”, diz Luka.

A responsabilidade de gerar e educar

Diego com o pai Orlando e os filhos Noah e Troy : cumplicidade e muito amor (Foto: TZ Assessoria/Colab Produções)

O DJ e produtor Diego Fragoso é só carinho com os filhos Troy (10) e Noah (3), frutos de um antigo relacionamento. “Ser pai é assumir a responsabilidade em gerar e educar um  ser humano para construir um mundo melhor. É abrir mão de todo o ‘mindset’ de sua vida e estruturar-se para seus filhos. E também aceitar que não é perfeito e que estamos  sempre em manutenção (risos)”.  Diego considera seu pai, Orlando Lins (56), seu maior alicerce. “O que de mais forte aprendi com ele foi desenvolver o altruísmo e a empatia”.

Aos 30 anos, o DJ conta como a pandemia influenciou no modo interagir e valorizar o tempo maior ao lado dos filhos e da família . “Sem dúvidas foram necessárias mudanças e muita criatividade para deixar os meninos fora do tédio. Tem sido um tempo de muito aprendizado para nós”, afirma  ele, que fala um pouco do maior desafio da paternidade nos tempos atuais.  “A internet, e a velocidade com que eles absorvem informações. Precisamos  controlar para que não se tornem adultos imediatistas e ansiosos”, diz.

Outra questão bem atual é educar meninos, em um momento em que há tanta violência contra a mulher.  Os pais podem ajudar a formar homens mais respeitosos e conscientes? “Sem dúvida. Eu uso minha criação por exemplo. Semana passada um amigo me questionou o quão  complicado está hoje a internet. Devemos sempre policiar o que falamos. Isso é verdade. Porém, o fato de eu ter  crescido em um ambiente sem nenhum tipo de preconceito acabou sendo favorável a que eu não mande nenhuma ‘ bola fora’. Se não cometemos tal estupidez na frente de nossas  crianças e  corrigimos aqueles que fazem, não teremos  preconceitos enraizados e seremos livre de pensamentos e atitudes incorretas. Violência contra mulher não tem desculpa, e estamos entrando na  era DELAS. Respeita as mina!”, defende.

Além de curtir os filhotes, Diego segue trabalhando em seus muitos projetos, como o “El Destino Experience”, série que une um DJ set e destinos de luxo, por meio de parcerias com hotéis, boutiques de conceito, em cenários de tirar o fôlego. E como foi tocá-lo em plena pandemia?  “Foi excepcional trazer para  o público uma experiência tão intensa. Foi indescritível. Estamos indo para o sexto episódio cheio de novidades e com a toda a estrutura da nossa produtora, a Collab Produçöes” .

Amor para vencer qualquer obstáculo

O cantor se diverte muito ao lado da filha Alícia (Foto: Divulgação)

O cantor Fabrício, da dupla Fabrício & Henrique, é pai de  Lucas (26), Ana Carolina (21 ) e Alícia (4) e, mesmo  com a agenda corrida sempre buscou oferecer o seu melhor para os herdeiros.  “Ser pai é ensinar valores, dar exemplo , ser o herói dos seus filhos… É cuidar e zelar pela educação, é aceitar a missão de Deus , de zelar e proteger nossos filhos”, afirma.

E nesse belo exercício diário de paternidade, o artista conta o que de mais forte aprendeu com os filhos: “Meus filhos me trouxeram força, vontade de ser melhor a cada dia, vontade de crescer para poder fazer mais por eles. Eles me trouxeram um amor imensurável e encheram minha vida de luz”, diz o artista.

E com a chegada da pandemia, quando o mundo parecia ter virado do avesso e o isolamento nos obrigou a  fazer uma imensa pausa nas agendas aceleradas, estar em família foi um suporte e tanto. “A pandemia intensificou nossos momentos, conseguimos estar mais  juntos, reunidos  para mais almoços, com todos à mesa. Esse período nos fez enxergar  mais o valor da família”, diz Fabrício.

Agora, com a vacinação avançando e a retomada, aos poucos, das atividades, a ideia é distribuir melhor o tempo entre as obrigações profissionais e a convivência com os filhos, que se mostrou fundamental pra encarar esse ‘novo normal’. “Com a volta aos shows, vamos ter menos tempo juntos. Mas vamos saber compensar com momentos de descanso e lazer em família. Vou dar muito amor e atenção a eles”, garante o cantor.

No recomeço pós-pandemia, ele já tem muitos projetos em vista. “Tanto com a dupla Fabrício & Henrique quanto na vida empresarial. Tenho inúmeras ideias e projetos engatilhados. Vem muita coisa boa por aí”, diz. Em meio a tantos desafios, o Fabrício pai segue seu caminho, sem perder de vista um dos maiores: exercer a paternidade hoje. “O mundo traz muitos desafios, muita imoralidade, muita violência e falta de amor. Mas criando dentro dos ensinamentos de Deus, e dando muito amor e atenção, conseguimos superar esses obstáculos”.

Foto Divulgação

 

 


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